sexta-feira, 31 de maio de 2013

Casal homossexual é espancado em Salvador !!

 
 A Bahia lidera, pelo sexto ano consecutivo, o ‘ranking´ nacional dos assassinatos de homossexuais

 


Jovem recebeu 10 pontos na cabeça
No último sábado, 10 de março, dois jovens homossexuais foram brutalmente espancados por seis homens na Estação de ônibus Pirajá, em Salvador. O motivo do crime? Os dois garotos são homossexuais e, ao descer do ônibus, trocaram gestos de carinho, como qualquer casal de namorados. Quando um dos rapazes encostou a cabeça no ombro do seu namorado, seis homens apareceram e partiram pra cima do casal com pedaços de madeiras e facas. Os jovens tentaram escapar, mas foram cercados e golpeados. Ao cair, uma das vítimas foi atingida na cabeça, o que lhe rendeu cerca de 10 pontos no local do ferimento. Durante a agressão, os criminosos chamavam os jovens de "viadinhos" e "bichas".

Infelizmente, a homofobia não parou por ai. Só depois de passarem por três delegacias, nos bairros de Cajazeiras, Pau da Lima e São Caetano, os jovens conseguiram registrar queixa. Em cajazeiras, os policiais se recusaram a fazer o Boletim de Ocorrência porque a "impressora estava quebrada". Já no Bairro de Pau da Lima, a queixa não teria sido oficializada porque o local do crime (Estação Pirajá) "não era a área de cobertura da delegacia". Somente, dois dias após a agressão, na noite de segunda-feira, o casal de homossexuais conseguiu realizar o B.O. na 11ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro de Tancredo Neves. O crime foi registrado como "lesão corporal", uma vez que homofobia ainda não é crime no Brasil.

Em repúdio à agressão homofóbica sofrida pelos dois jovens recentemente, o Grupo Gay da Bahia (GGB) convocou um ato, na praça da Piedade, para o dia 21 de março. Durante a manifestação, cruzes irão simbolizar o assassinato de homossexuais que ocorrem sistematicamente no estado. O PSTU estará presente com a bandeira da criminalização da homofobia já!
 
COMENTÁRIO:
 
Particularmente, não acho correto a escolha dos homossexuais!!! Mas, as pessoas também não podem chegar a esse estado de querer machucar o outro, mesmo não aceitando. Pois, são pessoas igual a todas, só muda as suas escolhas de sexo.....

Fonte: http://www.pstu.org.br/node/17277

Crimes Homofóbicos em Salvador

Jovem é morta a facadas e namorada fica ferida em crime homofóbico em Salvador

Após uma discussão, um vizinho do casal invadiu a casa delas, acompanhado de um amigo. Eles esfaquearam as jovens. Uma delas não resistiu e morreu no local



Uma jovem de 19 anos foi morta a facadas e a sua companheira de 22 anos ficou ferida durante um atentado na noite da terça-feira (16), no km 11,5 da Estrada Velha do Aeroporto. O crime aconteceu por volta das 22h30, quando a residência onde o casal morava, na Vila Coração de Jesus, foi invadida por dois homens. Segundo o posto de polícia do Hospital do Subúrbio, Djeane Ferreira Lima e Daiane Almeida dos Santos discutiram com um vizinho delas, identificado pelo prenome de Alan, após ele ter feito piadas de teor homofóbico sobre as duas.
As vítimas estavam em casa quando Alan e outro homem invadiram a residência e atacaram as jovens. Daiane foi esfaqueada na cabeça, no rosto, braço esquerdo e no queixo. Já a companheira dela, que também foi golpeada diversas vezes, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Daiane foi socorrida por uma unidade do Serviço Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital do Subúrbio, e teve alta médica no início da tarde desta quarta-feira (17). De acordo com a TV Bahia, as jovens estavam juntas há um ano e tinham decidido morar juntas no mês passado.
O corpo de Djeane Ferreira Lima, 19 anos, foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passou por uma perícia. O sepultamento do corpo da jovem acontece ainda nesta tarde (17), no cemitério Quinta dos Lázaros.
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas até o momento Alan e o outro homem envolvido no crime, que ainda não foi identificado, não foram capturados pela polícia.

Pesquisa IBGE

O crime de caráter homofóbico aconteceu no dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nova pesquisa relacionada ao número de casais gays no país. Nela, o Instituto indicou que existem 60 mil casais homoafetivos no Brasil, sendo 20% deles na região Nordeste.
O número de casais corresponde ao total de domicílios onde os próprios moradores declararam viver uma união consensual desse tipo e equivale a 0,1% do total de moradias do país. O IBGE também apontou que entre esses casais, 47,4% se declararam católicos.
Noticia Realizada no Correio realizado em 17/10/2012
Fonte

Comentário:

Podemos ver acima um crime contra homossexuais, onde por uma discussão que o acusado começou, fazendo "piadinhas" por causa da opção sexual das duas vitimas, levou a morte de uma delas e deixou uma bastante ferida. Também podemos citar segundo o IBGE que só na Região Nordeste detenhamos cerca de 20% dos 60 mil casos de crimes homofóbicos um dado bastante alarmante para a nossa região, ate quando isso vai continuar a crescer, casos de assassinatos por causa de opção de escolha sexual, isso é chocante. 

Crimes que motivam a homofobia, aspectos psicológicos e suas leis de repreensão

Crimes de Ódio

Os crimes de ódio ou também chamados de crimes motivados pelo preconceito, são crimes cometidos quando o criminoso seleciona intencionalmente a sua vítima em função de esta pertencer a um certo grupo.
As razões mais comuns são o ódio contra a vítima em razão de sua raça, religião, orientação sexual, espécie, deficiência física ou mental, etnia ou nacionalidade. Outras razões podem incluir, por exemplo, a idade da vítima, seu sexo (gênero) ou sua identidade sexual.
Os crimes de ódio podem assumir diversas formas
Ataques físicos — tais como agressão física, danos à propriedade, grafiti ofensivo, briga de vizinhos ou incêndio criminoso;
Ameaça de ataque — incluindo cartas ofensivas, telefonemas abusivos ou obscenos, grupos perseguindo para intimidar, ereclamações infundadas ou maliciosas;
Insultos e abusos verbais — panfletos e posteres ofensivos, gestos abusivos, abandono de lixo em frente à casa da vítima ou em sua caixa de correios, bullying (humilhação) na escola ou no local de trabalho.

Aspectos psicológicos

Do ponto de vista psicológico, os crimes de ódio podem produzir consequências devastadoras
efeito sobre as pessoas — abalo psicológico e afetivo; repercussão sobre a identidade e a valorização pessoal da vítima; ambos acentuados pelo grau de violência normalmente maior do crime de ódio em relação ao crime comum;
efeito sobre o grupo visado — terror generalizado no grupo a que pertence a vítima, inspirando o sentimento de vulnerabilidade sobre os demais membros, que poderão ser as próximas vítimas;
efeito sobre outros grupos vulneráveis — efeito nefasto sobre grupos minoritários ou que se identificam com o grupo visado, sobretudo se o ódio em causa se apóia sobre uma ideologia ou doutrina contrária a diversos grupos;
efeito sobre o conjunto da coletividade — estimulação da divisão no seio da sociedade, abominação que atinge conceitos como a harmonia e a igualdade de uma sociedade multicultural.

Legislação sobre crimes de ódio

Brasil

No Brasil, as leis sobre crimes de ódio dão enfoque ao racismo, à injúria racial e ainda a outros crimes motivados pelo preconceito, tais como os assassinatos praticados por esquadrões da morte ou grupos de extermínio  e o crime de genocídio em função de nacionalidade, etnia, raça ou religião. Tanto a morte por esquadrões da morte quanto o genocídio são legalmente classificados como “crimes hediondos”.
Além disso, a Constituição Federal brasileira define como “objetivo fundamental da República” (art. 3º, IV) o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação”.A expressão "quaisquer outras formas" refere-se a todas as formas de discriminação não mencionadas explicitamente no artigo, tais como a orientação sexual ou a discriminação em razão da profissão, entre outras.
No caso da homofobia, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, atualmente em tramitação no Congresso, propõe a criminalização dos preconceitos motivados pela orientação sexual e pela identidade de gênero, equiparando-os aos demais preconceitos já objeto da Lei 7.716/89.

Fonte Pesquisada:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crime_de_%C3%B3dio

Comentário:

Hoje em dia os crimes contra os homossexuais, estão cada vez mais comuns , podemos ver isso nos noticiários, em sites de pesquisas entre outros, quando não leva a vitima a morte deixa varias sequelas, isso é uma impunidade que vamos sempre ver, ate quando vamos ver essas barbáries?  Temos que pensa que antes de tudo todos nos somos seres humanos detemos de direito e deveres, cada um escolhe a opção de gênero a qual ele se sinta mais feliz. Temos que acabar com essa ira tao grotesca.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Novela da Globo mata personagens gays para combater homofobia

Dom, 07/08/11
A novela brasileira com maior número de personagens gays dos últimos anos continua a gerar polémica. Depois de vários recuos em relação à exibição de cenas de intimidade entre Eduardo e Hugo, o casal gay de "Insensato Coração", os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares estarão a ponderar matar as duas personagens nos últimos capítulos da novela em protesto contra a censura da emissora Globo.

De acordo com alguns órgãos de comunicação brasileiros, a Rede Globo terá ordenado aos autores da novela que cortassem várias cenas de intimidade entre Eduardo e Hugo. Nas últimas semanas, face aos sucessivos cortes e censuras, a morte dos dois namorados começou a ser comentada nos bastidores da novela como o único desfecho do enredo gay capaz de alertar consciências para a homofobia.
O romance entre Eduardo e o Professor de Direito Hugo começou a enfrentar problemas na vida real desde o início. Várias cenas entre os dois namorados foram censuradas e o casal não chegou sequer a beijar-se para as câmaras. Ao site Terra, o actor Rodrigo Andrade, que faz de Eduardo e torcia para que o beijo gay acontecesse, desdramatizou a polémica: "Recebo o texto e procuro fazer o meu melhor como actor. Confio muito no Dennis (Carvalho, director), e principalmente na empresa em que trabalho. Fica ao critério da direcção da casa o que vai ou não para o ar e como serão conduzidos os conflitos da trama".

(cena em que Eduardo e Hugo se vêem pela primeira vez, em "Insensato Coração")

O autor Gilberto Braga não confirma o desfecho trágico das duas personagens, mas não seriam as primeiras vítimas de homofobia em "Insensato Coração". Na semana passada, a novela exibiu o homicídio homofóbico de Gilvan, outra personagem gay da história que é espancado brutalmente por um grupo de agressores depois de ser surpreendido a tentar pendurar várias bandeiras arco-íris no local onde trabalhava. "Eu vim te ensinar a ser homem", diz o seu assassino. É mais uma personagem a juntar-se ao extenso rol de vítimas da trama especialmente violenta de "Insensato Coração", que já soma 22 mortes, algumas delas de personagens gays.
Em Portugal, a SIC conseguiu evitar a polémica, pois decidiu não estrear "Insensato Coração", tendo optado antes por passar "Araguaia", a novela das 18h no Brasil.

(cena do homicídio homofóbico de Gilvan, de "Insensato Coração")

Cresce a violência contra lésbicas

No dia 1 de março, no final de uma exposição em um teatro em Salvador, um casal de namoradas foi agredido pelo segurança do local. Ao dirigirem-se ao banheiro, elas foram barradas pelo segurança, mas insistiram. O teatro estava sendo fechado, mas elas argumentaram que suas amigas estavam lá e que realmente precisavam utilizar o banheiro. Irritado, o segurança bateu no casal de namoradas e num jovem que estava próximo. No dia seguinte, foi realizado um protesto no local, para dar visibilidade à violência contra lésbicas e exigir o fim da impunidade. 


Fonte: http://pstu.org.br/conteudo/cresce-viol%C3%AAncia-contra-l%C3%A9sbicas


Comentário: 
Nem sempre as leis são o caminho para alguma mudança. Mas os parlamentares, o poder político público, deveria ver que a homofobia é um caso que deve ser tratado com uma urgência, pois não adianta tentar criar leis que não vão exercer função alguma, deixando assim, continuar com que  familiares percam seus entes, por causa de agressões de pessoas sem qualquer tipo de raciocínio lógico, e que usam a força bruta para mostrar algum tipo de "revolta". Apenas isso é um absurdo!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

 Dados Estatísticos de Crimes Homofóbicos: Perfil das Vítimas.

O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulga mais um Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT) relativo a  2012. Foram documentados 338 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo duas transexuais brasileiras mortas na Itália. Um assassinato a cada 26 horas!  Um aumento de 21% em relação ao ano passado (266 mortes) crescimento de 177% nos últimos sete anos.
Os gays lideram os “homocídios”:  188 (56%), seguidos de 128 travestis (37%), 19 lésbicas (5%) e 2 bissexuais (1%). Em 2012 também foi assassinado brutalmente um jovem heterossexual na Bahia, confundido com gay, por estar abraçado com seu irmão gêmeo. O Brasil confirma sua posição de primeiro lugar no ranking  mundial de assassinatos homofóbicos, concentrando 44% do total de execuções de todo o planeta. Nos Estados Unidos, com 100 milhões a mais de habitantes que nosso país. Foram registrados 15 assassinatos de travestis em 2011, enquanto no Brasil, foram executadas 128 “trans”.O risco, portanto, de uma trans ser assassinada no Brasil é 1.280% maior do que nos Estados Unidos.
O GGB, que há mais três décadas coleta informações sobre homofobia no Brasil denuncia a irresponsabilidade dos governos federal e estadual em garantir a segurança da comunidade LGBT: a cada 26 horas um homossexual brasileiro foi barbaramente assassinado em 2012, vítima da homofobia. Nunca antes na história desse país foram assassinados e cometidos tantos crimes homofóbicos. A falta de políticas públicas dirigidas às minorias sexuais mancha de sangue as mãos de nossas autoridades.
Crimes por região, estado e capital.
Apesar de São Paulo ser o estado onde mais LGBT foram assassinados,  45 vítimas, Alagoas com 18 homicídios é o estado mais perigoso para homossexuais em termos relativos, com um índice de 5,6 assassinatos por cada milhão de habitantes, sendo que para toda a população brasileira, o índice é 1,7 vítimas LGBT por milhão de brasileiros.  Paraíba ocupa o segundo lugar, com 19 assassinatos e 4,9 crimes por milhão, seguido do Piauí com 15 mortes, 4,7 por milhão de habitantes. No outro extremo, os estados onde se registrou menos  homicídios de LGBT foram o Acre – aparentemente nenhuma morte nos últimos dois anos, seguido de Minas Gerais, cujas 13 ocorrências representam 0,6 mortes para cada milhão de habitantes, Rio Grande do Sul e  Maranhão com 0,7, Rio de Janeiro com 0,8 e São Paulo, 1,07 mortes por cada milhão de habitantes.
Como nos anos anteriores, o Nordeste confirma ser a região mais homofóbica do Brasil, pois abrigando 28% da população brasileira, aí concentraram-se 45% das mortes, seguido de 33% no Sudeste e Sul , 22% no Norte e Centro Oeste. Embora Manaus tenha sido a capital onde foi registrado o maior número de assassinatos, 14, numero altíssimo se comparado com os 12 de  São Paulo, em termos relativos, Teresina é a capital mais homofóbica do Brasil, com 15,6 homicídios para pouco mais de 800 mil habitantes, seguida de Joao Pessoa, com 13,4 mortes para 700 mil. Maceió ocupa o terceiro lugar, com 10,4 assassinatos para pouco mais de 900 mil habitantes, enquanto S.Paulo  teve 12 mortes de lgbt, o que representa 1,05 para mais de 11 milhões de moradores.
Não se observou correlação evidente entre desenvolvimento econômico regional, escolaridade, religião,  raça, partido político do governador e maior índice de homofobia letal.
A pesquisa
Segundo o coordenador desta  pesquisa,  o Prof. Luiz Mott, antropólogo da Universidade Federal da Bahia, “a subnotificação destes crimes é notória, indicando que tais números representam apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, já que nosso banco de dados é construído a partir de notícias de jornal, internet e informações enviadas pelas Ongs LGBT, e a realidade deve certamente ultrapassar em muito tais estimativas.  Dos 338 casos, somente em 89 foram identificados os assassinos, sendo que em 73%  não há informação sobre a captura dos criminosos, prova do alto índice de impunidade nesses crimes de ódio e gravíssima homofobia institucional/policial que não investiga em profundidade tais homicídios. Impunidade observada não apenas  no pobre e homofóbico Nordeste, como no Rio Grande do Norte, com 9 dentre 10 crimes impunes, mas também no rico e civilizado Sul, como no Paraná, que dos 19 homocídios, 15 permanecem impunes. Para o Presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, “o mau exemplo vem da própria  Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Mick, que declarou recentemente que ‘não existem no Brasil crimes com conotação homofóbica’, ignorando a crueldade da homofobia cultural que estigmatiza e empurra as travestis para a marginalidade, assim como o efeito pernicioso dos sermões dos fundamentalistas ao demonizar os gays,  acirrando sobretudo entre os jovens o ódio anti-homossexual.”
Perfil das vítimas
Quanto a idade, 7% dos LGBT tinham menos de 18 anos ao serem  assassinados, sendo o mais jovem um adolescente  gay  paulista de 13 anos que se suicidou por não aguentar o bullying que vinha sofrendo em casa e na escola.  Suicidas homossexuais  também são considerados vítimas da homofobia. 44% desses mortos tinham menos de 30 anos e 8% mais de 50.  A faixa etária que apresenta maior risco de assassinato, 57%, situa-se entre 20-40 anos. A vítima mais velha tinha 77 anos, Wilson Brandão de Castro, proprietário de uma sauna em Belo Horizonte, assassinado com 7 tiros.
Quanto à composição racial, chama a atenção o desinteresse dos jornalistas e policiais em registrar a cor dos LGBT assassinados, apenas 42% das vítimas são identificadas e dentre estas, há pequena superioridade de pardos e pretos, 53% para 47% de brancos. Os/as pretos são o menor grupo vítima da homofobia letal, 7,5%, estando ausentes no segmento das lésbicas.
Os homossexuais assassinados exerciam 48 diferentes profissões, confirmando a presença do “amor que não ousava dizer o nome” em todas as ocupações e estratos sociais. Predominam as travestis profissionais do sexo, 72 das vítimas (45%), seguidas de 19 comerciantes, 16 professores, 9 cabeleireiros e empresários, 7 pais de santo, 2 políticos e jornalistas, etc.
Quanto à causa mortis, repete-se a mesma tendência dos anos anteriores, confirmando pela violência extremada, tratar-se efetivamente tais mortes do que a Vitimologia chama de crimes de ódio: 115 dos assassinatos foram praticados com armas de fogo, 88 com arma branca (faca, punhal, canivete, foice, machado, tesoura), 50 espancamentos (paulada, pedrada, marretada), 8 foram queimados. Constam ainda afogamentos, atropelamentos, enforcamentos, degolamentos, asfixia, empalamentos e violência sexual, tortura.  Oito das vítimas levaram mais de uma dezena de golpes ou projéteis: José Pedro do Santos, de Ibititá, Ba, morreu com mais de 30 facadas; Dimitri Cabral,  gay de 20 anos de Campina Grande, PB, foi morto com 19 tiros.
O padrão predominante é o gay ser assassinado dentro de sua residência, com armas brancas ou objetos domésticos, enquanto as travestis e transexuais são mortas na pista, a tiros. Um dos crimes mais chocantes ocorreu em fevereiro de  2012:  gay Wilys Vitoriano, negro, 26 anos, foi encontrado morto, dentro da casa em que morava,  no centro de Vila Velha, ES:  “o cenário na casa era de horror. Havia manchas de sangue em várias partes da residência. A vítima estava apenas de sunga e apresentava 68 perfurações no corpo, causadas por diferentes objetos cortantes e na parede da casa de um dos vizinhos, apareceu uma pichação com os dizeres: VIADOS”.
Em Alagoas, no município sertanejo de Olivença, 10 mil habitantes, a travesti Soraia, 39 anos,  foi amordaçada, teve pedaços de madeira introduzidos no ânus e o pênis queimado com álcool. Sobreviveu alguns dias, com muitas dores, exalando odor de podridão, até que foi operada, sendo retirado do intestino grosso um pedaço de madeira de  15 cm,  morrendo logo a seguir com infecção generalizada.


Fonte:http://www.doistercos.com.br/ggb-divulga-numero-de-assassinatos-de-gay-no-ano-de-2012/

quinta-feira, 23 de maio de 2013


Estudante da UFBA é encontrado morto em fonte de praça em Salvador
Jovem de 25 anos cursava Produção Cultural e iria se formar este ano. Polícia trabalha com hipótese de latrocínio, mas laudo deve apontar causa.




O estudante universitário Itamar Ferreira Souza, 25 anos, que cursava Produção Cultural na Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi encontrado morto na manhã deste sábado (13), na praça do Campo Grande, centro de Salvador. De acordo com informações da polícia, o corpo do jovem estava submerso em uma fonte e ele tinha um ferimento no rosto. A polícia ainda investiga o que provocou a morte do jovem, mas a suspeita inicial é de que ele tenha sido vítima de latrocínio, roubo seguido de morte, porque objetos pessoais desapareceram.
"Todas as medidas para descobrir o que houve estão sendo adotadas. Os policiais estão na rua traçando uma linha do tempo e o percurso feito pela vítima na noite de ontem [sexta]. Estamos buscando pessoas que tiveram contato com ele. Foi realizada uma perícia e coletados objetos, que são pertences pessoais da vítima e também objetos que não têm relação com ele, mas que podem trazer informações sobre o ocorrido. Um laudo determinará qual foi a causa morte. Ele apresentava um ferimento na região frontal na cabeça, feito com um objeto contundente, como uma pedrada. E ele encontrava-se dentro d'água submerso. Pode ter vindo a óbito pela agressão ou por asfixia do afogamento", retala o delegado José Bezerra, diretor adjunto do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo informações divulgadas pela Faculdade de Comunicação da UFBA, o enterro de Itamar será realizado no domingo (14), às 10h, no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador.
Investigação
De acordo com familiares, por volta das 22h da sexta-feira (12), Itamar entrou em contato com a mãe pelo celular, quando contou que estava em um bar no mesmo bairro juntamente com outros amigos.
O estudante levava uma mochila onde tinha um tablet, celular, câmera fotográfica e materiais de estudo. Apenas as apostilas foram encontradas pela polícia na manhã deste sábado. Por meio da assessoria, a Polícia Civil informou que uma equipe foi enviada ao local para iniciar as investigações, que devem ficar a cargo do DHPP.
O pai do jovem esteve no Campo Grande na manhã deste sábado e, mesmo abalado emocionalmente, comentou o que ocorreu com o filho. "A dor é demais. É uma dor que você não tem limite, acabou tudo. Dentro de você não existe nada. O meu filho, que tinha todo o futuro pela frente, e acabar desse jeito. Isso não tem justificação (sic.) não. Esses caras aí marginal (sic.), que não quer trabalhar, não quer nada, só quer roubar e fumar o bagulho deles aí. Aí pega uma pessoa de bem dessa, que é o futuro do Brasil, e destrói", diz emocionado Manoel Souza, pai do estudante.
Segundo informações de familiares que acompanharam a remoção do corpo no local, Itamar Ferreiza Souza iria se formar no final do ano, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele cursava Produção Cultural e recentemente passou um mês nos Estados Unidos, onde fez um curso de inglês.
Faculdade lamenta
A Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia emitiu nota oficial na tarde deste sábado lamentando o ocorrido com o estudante. O documento é assinado por Giovandro Marcus Ferreira, diretor da Faculdade. Confira na íntegra:
"Lamentamos, profundamente, o assassinato do nosso aluno Itamar Ferreira Souza, na madrugada desta última sexta-feira, encontrado com vários sinais de agressão pelo seu corpo, na Praça do Campo Grande.  Em conversa com seus familiares, nos solidarizamos e nos colocamos à disposição neste momento de dor e perda. Eles nos informaram que o enterro será, amanhã, domingo, às 10 horas, no  Cemitério do Campo Santo.

A Faculdade de Comunicação e a Administração Central da UFBA, em especial, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil, estão acompanhando o desenrolar das informações sobre este assassinato e já exigem uma apuração rigorosa do fato seja ele por motivação sexual ou qualquer outra razão que levou à ruptura de vida do jovem e aluno da Faculdade Comunicação da UFBA, Itamar Ferreira Souza".
Grupo faz protesto na praça em que estudante da UFBA foi assassinado
Movimento ocorreu na tarde desta quinta-feira, no bairro do Campo Grande.
Participaram familiares, amigos e militantes do Grupo Gay da Bahia (GGB).


Familiares, amigos e militantes do Grupo Gay da Bahia (GGB) fizeram uma manifestação na Praça do Campo Grande, em Salvador, na tarde desta quinta-feira (18). Eles cobraram "justiça" para a morte do estudante Itamar Ferreira Souza, que cursava Produção Cultural na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O jovem foi encontrado morto na manhã de sábado (13) com ferimento no rosto, submerso em fonte decorativa na mesma praça onde foi feito o protesto.
As pessoas seguravam faixas, rezaram e clamaram por justiça e paz. Fitas brancas, vermelhas e pretas foram amarradas em árvores que ficam em torno do lago onde o corpo do estudante foi encontrado.
Segundo o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, responsável pela organização do ato, as fitas brancas representam paz, a preta o luto e a vermelha o sangue que foi derramado.
Para ele, mesmo que a homofobia não tenha sido o foco principal da ação, o fato de Itamar ser homossexual foi um dos fatores que motivou a agressão. Na avaliação de Marcelo Cerqueira, todos os crimes que acontecem contra homossexuais são, de fato, homofóbicos.
A ativista Vida Bruno, do Fórum Social Mundial da Bahia, também acredita que o crime foi ligado à homofobia. Segundo ela, moradores de rua que presenciaram a ação disseram que, quando Itamar estava sendo espancado, os suspeitos, sobretudo, a mulher, gritavam: “morre viado”.
Carla Ferreira, irmã da vítima, espera que a os suspeitos do crime continuem presos. Ela garante que o irmão não tem perfil de se relacionar com o tipo das pessoas suspeitas de cometer o crime, e não acredita nessa versão passada pela polícia. Segundo ela, Itamar era um rapaz cheio de alegria, inteligente, engajado e que nunca escondeu namorado da família.
Segundo Carla Ferreira, o amigo de Itamar, Edmilson dos Santos de Oliveira, que estava com ele no momento do crime, também foi agredido e permanece internado, reiterou à família que não conhecia os suspeitos do crime, ao contrário do que foi divulgado pela polícia.
Na versão de Edmilson, conta Carla, ele e Itamar bebiam em um bar e, na hora de irem embora, passaram pela Praça do Campo Grande, quando foram atacados pelas costas, sem chance de defesa. "Os bandidos pareciam animais, batendo com bastante violência e enfiando as mãos nos bolsos para levarem o que achavam”, teria dito Edmilson a uma das irmãs de Itamar. De acordo com o Hospital Geral do Estado (HGE), a vítima continua internada, no setor de Ortotrauma da unidade.
Suspeitos
Scarleth Lira Maia Gomes, que é ex-carateca e ex-jogadora de basquete profissional, Ricardo Hohlennerger Santos, de 25 anos, conhecido como "Lerdinho" e o adolescente de 17 anos são os suspeitos já presos. A procura da polícia é pelo último foragido, apelidado de "Índio".
A polícia informou que Scarleth foi responsável pelos golpes contra Itamar e Edmilson, que, desacordados, foram lançados em uma fonte da praça. Ela já morou na Bolívia e na Guiana atuando como jogadora de basquete.

Fonte


COMENTÁRIO


         Com leis taxativas, quanto a crimes de preconceitos e que não englobam ainda a homofobia, tudo que temos são doutrinas, analogias, jurisprudências e nenhuma segurança legal quanto a punição dos homofóbicos.

         Assim a homofobia, crime de ódio que é violência direcionada a um determinado grupo social com características específicas, ou seja o agressor escolhe suas vítimas de acordo com seus preconceitos e de acordo com estes, coloca-se de maneira hostil contra um particular de ser e agir típicos de um conjunto de pessoas.
        
         Mas não se encontra elencado como crime de ódio na legislação brasileira, portanto tratado com bastante descaso.
         
        Diante do exposto, através de reportagens e estatísticas, verifica-se que os homossexuais, enfrentam vários preconceitos que estão ai  na sociedade, estes preconceitos não estão morrendo, apenas encontrando novas formas de se mascarar.
        
         Nosso Código Penal, atualmente defasadíssimo, pois é oriundo de 1940, portanto, está mais do que na hora de se rever todo o seu conteúdo, englobando-se também revisão dos  crimes e suas respectivas penas, contra mulheres, animais, mudanças no ECA- Estatuto da Criança e Adolescente nos crimes contra  homossexuais etc. Pois nem a sociedade de 1940 nem a conduta humana e suas relações intersubjetivas daquela época se comparam com os dias atuais.

            Desta forma, nossa mudança na lei atual vigente é imprescindível, para que  nossa legislação possa caminhar lado a lado, passo a passo com a evolução dos costumes e dos comportamentos da sociedade brasileira.  

Estudo Sócio Antropológicos
Ana Patricia Barreto


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Homofobia, um tema pouco discutido em nossa sociedade

 
O que é homofobia? Qual sua opnião sobre isso? Vamos começar analisando a origem da palavra: “fobia” vem do grego e quer dizer medo. Já “homo” é o pseudoprefixo de homossexual, ou seja, medo de homossexuais, mas não é apenas medo e sim uma série de atitudes e sentimentos negativos, como: antipatia, desprezo, preconceito, aversão e medo irracional. Algumas pessoas preferem classificar o comportamento homofóbico apenas como o “repúdio da sociedade em relação a pessoas que se auto-excluem” ou “desajustamento social por busca do prazer individual” justificando assim a exclusão social das pessoas homossexuais pelo fato de serem diferentes da suposta norma. Outras não consideram homofobia o repúdio à relação homoerótica, alegando que a relação heteroerótica também pode causar repulsa aos homossexuais, justificando a sua discriminação pela discriminação da outra “classe”. Há ainda o repúdio por motivos religiosos aos atos homossexuais mas não necessariamente se manifestando de forma directa contra as pessoas homossexuais. Entretanto, ativistas e defensores das causas LGBT em geral indicam que atitudes similares foram utilizadas no passado para justificar a xenofobia, o racismo e a escravidão.
A homofobia define o ódio, o preconceito, a repugnância que algumas pessoas nutrem contra os homossexuais. Aqueles que abrigam em sua mente esta fobia ainda não definiram completamente sua identidade sexual, o que gera dúvidas, angústias e uma certa revolta, que são transferidas para os que professam essa preferência sexual. Muitas vezes isso ocorre no inconsciente destes indivíduos. Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à opção homossexual.
O termo homofobia surgiu em 1971, pelo psicólogo George Weinberg. Esta palavra, de origem grega, remete a um medo irracional da homossexualidade, com uma conotação profunda de repulsa, total aversão, mesmo sem motivo aparente. Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito. Este medo passa pelo problema da identificação grupal, ou seja, os homófobos conformam suas crenças às da maioria e se opõem radicalmente aos que não se alinham com esses papéis tradicionais que eles desempenham na sociedade, ainda que apenas na aparência. Alguns assimilam a homofobia a um tipo de xenofobia, o terror de tudo que é diferente. Mas esta concepção não é bem aceita, porque o medo do estranho não é a única fonte em que os opositores dos homossexuais bebem, pois há também causas culturais, religiosas – principalmente crenças cristãs (católicas, protestantes), judias ou muçulmanas -, políticas, ideológicas – grupos de extrema-esquerda e de extrema direita -, e outras que se entrelaçam igualmente no preconceito. Geralmente os fundamentalismos não cedem espaço à homossexualidade. Há, porém, dentro dos grupos citados, aqueles que defendem e apóiam os direitos dos homossexuais. Dentro das normas legais, também há variantes, ou seja, há leis que entre casais do mesmo sexo e casais do sexo oposto se diversificam. E, por mais estranho que pareça, em pleno século XXI, alguns países aplicam até mesmo a pena de morte contra homossexuais.
O homófobo pode reagir perante os homossexuais com calúnias, insultos verbais, gestos, ou com um convívio social baseado na antipatia e nas ironias, modos mais disfarçados de se atingir o alvo, sem correr o risco de ser processado, pois fica difícil nestes casos provar que houve um ato de homofobia. Resgatemos na memória o caso do deputado Jair bolsonaro que denegriu a imagem dos homossexuais e sequer foi processado já que a justiça achou a ação improcedente. O governo também cometeu um ato falho ao não enviar o Kit anti-homofobia as escolas devido a pressão de integrantes do governo que são ligados a igreja. Essa atitude mostra que o tema está longe de ser discutido com propriedade e seriedade em nosso país já que ainda se pensa apenas pelo viés religioso, lembram-se também que a criminalização da homofobia não chegou entrar na pauta do congresso devido uma manobra dos políticos ligados a igreja, isso mostra que ainda consentimos com a violência em nosso país.
 

Hoje, quase um terço das denúncias de Homofobia recebidas pela Secretaria de Direitos Humanos se refere a casos contra lésbicas.




Um casal de lésbicas, de 33 e 23 anos, registrou ocorrência por lesão corporal contra dois policias militares. Segundo disseram à polícia, uma delas foi agredida no último domingo (17), em Valparaíso de Goiás, a 184 km de Goiânia.
Em depoimento à Polícia Civil da cidade, nesta quinta-feira (21), os dois policiais negaram o crime. Segundo o delegado responsável pelo caso, Alexandre Netto Moreira, os militares contaram que tudo começou depois de uma briga entre as namoradas.
"Os vizinhos chamaram a polícia porque as duas estavam brigando. Quando chegaram lá para tentar apartar, uma das mulheres começou a xingar os policias e recebeu voz de prisão por desacato. Ela então entrou dentro do carro da companheira e, ao ser retirada, acabou cortando a mão em uma peça de plástico do veículo", contou o delegado ao G1.
De acordo com ele, o casal também era esperado para prestar esclarecimentos nesta tarde, mas não compareceu alegando que uma estava internada e a outra a estava acompanhando. A garota que não está hospitalizada disse que deve ir a delegacia na tarde de sábado (22). Se ela não comparecer, deverá ser intimada judicialmente.
Assessor de comunicação da PM de Goiás, o tenente-coronel Anésio Barbosa disse ao G1 que acredita na versão dos policiais, mas que, mesmo assim, o caso será investigado pela Corregedoria da Polícia Militar de Luziânia. Um parecer deve ser emitido em até 45 dias. Até lá, os dois militares não farão serviços operacionais, somente administrativos. Se ficar comprovada a agressão, eles podem ser demitidos e até presos.
Fonte 
COMENTÁRIO

Hoje a homofobia para muitos ainda é muito preocupante. Por mais que este Tenente-Coronel ache que a versão dos policiais seja verdadeira, devemos ver pelo lado que ainda muitos homens e mulheres não suportem a ideia de que existam homossexuais. E assim eles atacam, com atos agressivos que as vezes levam até a morte. Acredito que elas possam ser inocentes mas que talvez sejam culpadas, porque, por mais que a lei dos homossexuais esteja em prática, muitos não respeitam e isso pode prejudica-las por não ser usada a favor. Enfim, hoje precisamos não de leis, mas sim de atitudes, atitudes essas que consigam punir quem merece e defender quem precisa realmente.




domingo, 19 de maio de 2013

Homem é morto a tiros dentro de casa no Nordeste de Amaralina.



        

Um homem foi morto a tiros dentro de casa no final da tarde deste sábado (18) no Nordeste de Amaralina, segundo informações da Polícia Militar. Gutemberg Santiago de Araújo, 36 anos, conhecido como Guto, foi morto em sua residência na Rua do Norte.
Segundo a polícia, vizinhos fizeram a denúncia do crime depois de ouvir tiros na casa de Guto. A Polícia Militar disse que está apurando a informação, também passada por populares, de que o namorado teria matado Gutemberg. O rapaz, que não teve o nome divulgado, está sendo procurado para prestar esclarecimentos.
De acordo com moradores da região que preferem não se identificar, o rapaz apontado como namorado de Guto costuma andar armado pelo Nordeste de Amaralina e já se envolveu em várias brigas no bairro. O relacionamento dos dois seria marcado pelo ciúme.
A PM acredita que a vítima conhecia o assassino já que nada foi roubado do local e não havia sinal de arrombamento, ou seja, Guto abriu a porta para a pessoa que o matou. Ele morava sozinho na casa, que alugou recentemente. A PM informou que ainda está sendo apurado se ele tinha passagem pela polícia. O crime aconteceu por volta das 17h20.


BRASIL -Criados em 1985 pelo cartunista brasileiro Adão Iturrusgarai, os cowboys gays são uma sátira escrachada já a partir do nome, referência ao ator de Hollywood que era ídolo de dez entre dez mulheres, mas que escondia sua homossexualidade. A dupla Rocky e Hudson foi publicada em tiras de jornais e em revistas.

O cartunista Angeli criou em 1983 uma dupla de “revolucionários de botequim”, Meia-Oito e Nanico, que, nas palavras do criador eram “Um, seco e moralista; outro, que queria soltar as plumas”. Meia oito foi atropelado por um caminhão em tira publicada no dia 20 de julho de 2007. Seu criador reconhece que, como tipo urbano, o pseudoguerrilheiro estava datado. Muitos cartunistas usam a homossexualidade com o tom cômico, não é o caso de Laerte. Suas tiras tocam no tema para reflexão.

A personagem Katita foi criada em 1995 por Anita Prado e aborda, através de tiras, o universo homossexual feminino. As tiras faz uso do humor, o que deixa uma leitura muito mais saborosa e chega para marcar o pensamento e o sentimento das mulheres que preferem amar-se entre si
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O baiano Tomas M. é responsável pela criação de Pássaros Rebeldes, tira de quadrinhos protagonizada pelos amigos Tim e Tom. Retratados com traços bem simples, os dois personagens são jovens e vivem a descoberta da própria homossexualidade em histórias cômicas.  As tiras foram publicadas no blog pássaros rebeldes.

No auge da polêmica em torno do kit de combate à homofobia produzido pelo Ministério da Educação (MEC), o governo baiano avalia a possibilidade de utilizar em sala de aula a cartilha “Fala Menino! Igual a tudo na vida, um papo sério sobre sexualidades”. O material, que teve apoio financeiro da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, discute temas relacionados à orientação sexual e homofobia através de desenhos em quadrinhos. A cartilha é feita em formato de história em quadrinho, e tem como personagem principal um adolescente gay, o Caju.

Além da narrativa, a cartilha apresenta um glossário com a descrição de termos como bullying e homofobia. Segundo o autor do gibi, o quadrinista Luís Augusto Gouveia, “o material dá ao adolescente homossexual argumentos para que perceba que isso é natural. Queremos distribuí-los nas escolas, fazer debates, a princípio em dez instituições públicas”, afirmou em entrevista ao jornal A Tarde. Luis Augusto trata do tema de forma bastante didática, como lhe é característico, apontando para reflexões importantes, sem perder a naturalidade. Na discussão sobre o preconceito, contrapõe argumentos frequentemente usados em debates, além de destacar outras formas de discriminação presentes em nossa sociedade.


A publicação teve uma tiragem inicial de três mil unidades e foi distribuída gratuitamente. Em entrevista ao Portal Flavour, o quadrinista contou um pouco de sua experiência com o tema e antecipou que a turma do Fala Menino! ganhará um novo personagem, o Caju, um adolescente que está se descobrindo enquanto homossexual. “A cartilha se chama Igual a Tudo na Vida e mais do que uma cartilha sobre homofobia ou bullying é uma história em quadrinhos sobre o que significa ser homossexual hoje em dia para um adolescente e como a sexualidade das pessoas reflete nas pessoas ao seu redor. Além, claro, de discutir claramente sobre o bullying homofóbico dando argumentos, tanto para quem sofre a violência, quanto para quem a reproduz. É um texto ousado por ser direto e apontar claramente para os sentimentos de quem vive esta realidade, cada vez mais comum nas escolas, assim como em qualquer lugar. E, finalmente, é uma história significativa para toda a turma do Fala Menino!, já que além do novo personagem, o Caju (um adolescente gay assumido), um outro personagem conhecido da turma do Lucas, também sai do armário até o final da história”.

Sobre de onde veio a ideia de abordar este tema, o autor informa: “Do convívio que tenho desde que o Fala Menino! chegou às salas de aulas com centenas de crianças e adolescentes e professores. Eu percebi a urgência de chamar atenção para a necessidade do respeito para com qualquer um que, por qualquer motivo, seja discriminado por ser quem e como é. O Fala Menino! sempre foi uma obra sobre o diálogo com a infância, com o novo e o respeito às diferenças. E o que vemos acontecendo, hoje em dia, é que enquanto as minorias conquistam suada e sofridamente o respeito social, uma grande parcela da comunidade reforça suas posturas preconceituosas chegando ao absurdo da violência fisica”.

Sobre a homofobia como tema para ser trabalhado desde cedo, junto às crianças, Luiz Augusto responde: “Qualquer homossexual que você entrevistar, pelo menos a grande maioria, vai lhe responder que já sabia ou desconfiava de sua sexualidade desde muito cedo, mesmo antes da chegada da puberdade. E por ouvir e ver tanta homofobia - muitas vezes dentro da própria casa, da boca e atitudes de quem mais amam - sofrem demais a solidão de se perceber algo do que tantos dizem tantos absurdos. Esses meninos e meninas não entendem o que acontece, por que eles são como são. E, se procuram ajuda nas suas religiões, normalmente encontram ainda mais punição por algo tão natural quanto qualquer coisa que Deus botou na Terra. A história desta revista foi escrita e ilustrada e pensada, palavra por palavra, quadrinho a quadrinho, para eles. E esta é a maneira que aprendi para conversar com crianças e adolescentes. Talvez um pouco mais ludicamente do que se falasse para adultos, mas, com certeza, com o mesmo respeito à sua inteligência e muito, muito mais, admiração e carinho. Quero que essas crianças cresçam sabendo que não estão sozinhas e que não são aberrações. Ninguém faz ninguém homo, assim como ninguém faz ninguém heterossexual. É a vida que vai nos construindo e, eu espero que com este trabalho, eu possa ser um vetor positivo na construção da autoimagem dessas pessoas”.

O Fala Menino! É um trabalho premiado internacionalmente, reconhecido pelo UNICEF e pelo MEC, que através de humor e sensibilidade, em quadrinhos, livros e animações para a tevê, fala do diálogo da infância com o mundo adulto com todas as suas questões, por mais incoerentes que possam parecer. A partir da liberdade da perspectiva infantil, Lucas e seus amigos passeiam por temas delicados como o respeito às diferenças, ética, cidadania, segurança, família, diálogo, violência e preconceitos enquanto divertem-se e aprendem neta aventura de crescer gente.